Comunicação
6/4/2026

South Summit Brasil: 10 insights do maior evento de inovação da América Latina

Reunimos alguns dos principais insights que mais chamaram nossa atenção nesta edição do South Summit Brasil

O South Summit Brasil mais uma vez reuniu, em Porto Alegre, algumas das principais vozes da inovação, da tecnologia, do empreendedorismo e da nova economia na América Latina. 

Ao longo de três dias intensos de programação, o evento apresentou ideias, provocações e tendências que ajudam a entender para onde caminham as marcas, os negócios e a comunicação nos próximos anos.

Para a Conecta, participar desse tipo de ambiente é também uma forma de ampliar repertório, observar movimentos do mercado e identificar transformações que já começam a impactar a maneira como empresas se posicionam, se relacionam com seu público e constroem valor.

A seguir, reunimos alguns dos principais insights que mais chamaram nossa atenção nesta edição do South Summit Brasil.

1. Creators deixaram de ser apenas divulgadores e passaram a ocupar um papel estratégico nos negócios

Uma das reflexões mais marcantes do evento veio da palestra de Kim Farrell, diretora global de marketing do Nubank [foto principal]. A principal leitura foi clara: creators não são mais apenas criadores de conteúdo ou canais de divulgação. Hoje, eles ocupam um lugar cada vez mais estratégico dentro dos negócios.

Mais do que comunicar, esses nomes participam do desenvolvimento de produtos, ajudam a traduzir tendências de comportamento e constroem uma ponte de confiança com o público que muitas marcas, sozinhas, já não conseguem estabelecer da mesma forma.

Esse movimento mostra que influência, quando bem construída, deixa de ser apenas alcance e passa a ser ativo de negócio.

2. A creator economy continua amadurecendo e ampliando possibilidades

Jade Picon é fundadora da Aura Beauty

Cases como o de Jade Picon ajudam a ilustrar como a economia criativa vem se consolidando como um espaço real de construção de marcas e empresas.

Aos 24 anos, a fundadora da Aura Beauty representa uma geração que entendeu cedo que influência pode ser convertida em posicionamento, produto, comunidade e negócio. O ponto central não está apenas na visibilidade, mas na capacidade de transformar audiência em relevância de mercado.

Para marcas e profissionais, isso reforça uma mensagem importante: comunicação bem feita não é só presença. É construção de valor.

3. A economia criativa também descentraliza oportunidades

Outra fala que chamou atenção foi a de João Pedro Resende, cofundador e CEO da Hotmart. Entre os pontos trazidos por ele, um dos mais relevantes foi a forma como a economia criativa ajuda a democratizar o sucesso profissional.

Na prática, isso significa romper com uma lógica antiga em que crescer dependia necessariamente de estar em grandes centros urbanos ou inserido em determinados circuitos tradicionais de poder e visibilidade. Hoje, talento, conhecimento, posicionamento e capacidade de gerar valor podem ganhar escala a partir de diferentes lugares.

Esse é um sinal importante sobre o presente e o futuro do mercado: a geografia perdeu força diante da potência da conexão.

4. A inteligência artificial já está redesenhando as operações das empresas

A inteligência artificial apareceu no evento como realidade concreta dentro das empresas.

Diego Barreto, CEO do iFood, apresentou números que ajudam a dimensionar essa transformação: além de oito mil colaboradores internos, a operação já conta com nove mil agentes de IA. O dado é simbólico porque revela uma mudança estrutural: processos operacionais tendem a ser cada vez mais automatizados, liberando o humano para atuar onde ele é mais valioso — na análise, na criatividade, na estratégia e na tomada de decisão.

Não se trata apenas de eficiência. Trata-se de redesenho de papel.

5. Negócios cada vez mais preparados para funcionar de forma contínua

Esse cenário se conecta diretamente a outra fala relevante do evento, apresentada por Guilherme Horn, CEO do WhatsApp no Brasil, Índia e Indonésia. A leitura reforçada no palco foi a de que, em um futuro muito próximo, os negócios estarão cada vez mais preparados para operar 24 horas por dia, sete dias por semana, com apoio de agentes de inteligência artificial.

Isso vale especialmente para relacionamento, atendimento, vendas e fluxos de comunicação. Para marcas, o desafio deixa de ser apenas “estar presente” e passa a ser estruturar experiências mais ágeis, integradas e contínuas.

Ao mesmo tempo, isso exige um cuidado fundamental: usar tecnologia sem perder humanidade.

6. O podcast segue crescendo como formato estratégico de marca e cobertura

SouthCast

Outro ponto que se confirmou no South Summit foi a força dos podcasts dentro dos grandes eventos. O formato segue em alta e cada vez mais consolidado como ferramenta de cobertura em tempo real, conversa relevante, aprofundamento de temas e geração de conteúdo multiplataforma.

Para marcas e empresas, isso é especialmente relevante porque o podcast já não ocupa apenas um espaço de entretenimento ou entrevista. Ele se fortalece como ativo de posicionamento, construção de autoridade e desdobramento de conteúdo com alto potencial de conexão.

É um formato que acompanha uma demanda cada vez mais clara do mercado: menos superficialidade e mais conversa com contexto.

7. A personalização da experiência é o futuro da TV

Diante desses novos canais de distribuição de conteúdo, a televisão vê a necessidade de se reinventar. Entre as muitas inovações apresentadas, uma das percepções mais interessantes foi sobre a experiência do público. A ideia de permitir, por exemplo, que o telespectador escolha qual narrador quer ouvir em uma transmissão esportiva é um retrato de uma transformação maior: a experiência está se tornando cada vez mais personalizada, interativa e participativa.

A lógica da comunicação de massa, única e igual para todos, perde espaço para modelos em que o usuário quer mais controle, mais escolha e mais protagonismo.

Para marcas, isso significa pensar não apenas em mensagem, mas em experiência.

8. Boas soluções continuam nascendo da observação de problemas reais

Acompanhando a competição de startups, ficou evidente também a força de ideias criativas voltadas à resolução de dores concretas. Em meio a tantas novas tecnologias, uma verdade continua se repetindo: inovação relevante não nasce apenas do ineditismo, mas da capacidade de responder a problemas reais com inteligência, simplicidade e utilidade.

Esse talvez seja um dos pontos mais inspiradores de eventos como o South Summit: perceber que, por trás das grandes tendências, seguem existindo pessoas tentando melhorar jornadas, experiências e processos do dia a dia.

Cabines do Sebrae para a realização de reuniões privativas

9. A experiência do evento também comunica

Nem só de palco vive um grande evento. Alguns detalhes práticos também ajudam a contar uma história sobre inovação. Um exemplo que chamou atenção foi a presença de cabines do Sebrae destinadas a reuniões privativas ao longo da programação.

A solução parece simples, mas é extremamente coerente com a vida real de quem empreende. Afinal, a rotina de negócio não pausa só porque o empreendedor está em um evento. Quando a experiência entende a dinâmica do público, ela deixa de ser apenas bem planejada e passa a ser verdadeiramente funcional.

10. No fim, inovação também continua sendo sobre pessoas

Entre tendências, tecnologias, números, painéis e novos modelos de negócio, uma percepção permanece muito forte: inovação continua sendo, acima de tudo, sobre pessoas.

Os encontros, as conversas de corredor, as trocas espontâneas e as conexões feitas ao longo dos dias seguem sendo uma das partes mais valiosas da experiência. Porque é nesse espaço entre ideias e relações que muitas oportunidades realmente nascem.

Um evento que ajuda a ler o presente e antecipar movimentos

O South Summit Brasil se consolida, a cada edição, como um palco vivo de ideias, conexões, criatividade e leitura de futuro. Mais do que acompanhar novidades, estar presente em um ambiente como esse é uma forma de observar com mais profundidade os movimentos que já começam a impactar marcas, negócios e estratégias de comunicação.

Para a Conecta, esse repertório é parte essencial do trabalho. É ele que nos ajuda a enxergar tendências com mais clareza, transformar observação em estratégia e construir comunicação conectada com o que realmente importa.

Até o ano que vem!

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